sábado, 3 de janeiro de 2009

SEI-TE DE COR

Correm-me nas veias doces melodias
Que cardei às nascentes dos sentidos
Tal como papoilas rubras em porfias
Dedilham violino aos meus ouvidos.

E tudo em mim se agita em calmarias
Procissão de fados, círios acendidos
Que noite fora me cobrem de ousadias
Prenhes de lume e vida amanhecidos…

Eu sei de cor o gosto em que perdias
Teu ser em mim de afectos convencidos
Nas noites mornas em que me vencias…

E sei de cor acordes e harmonias
Canto de teus braços nus aqui rendidos
À minha volta, em mim, todos os dias…

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